
Linfoma de Hodgkin: Compreendendo o Câncer que Atingiu Isabel Veloso
O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, uma parte crucial do sistema imunológico do corpo humano. Recentemente, a influenciadora digital Isabel Veloso, de apenas 19 anos, faleceu devido a essa condição, o que trouxe à tona a importância de entendermos mais sobre a doença, seus sintomas, tratamento e chances de cura.
Isabel foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin em estágio avançado quando tinha apenas 15 anos. Sua jornada de tratamento foi marcada por altos e baixos, e ela se tornou uma figura pública conhecida por compartilhar sua luta contra o câncer nas redes sociais. Inicialmente, os médicos tinham dado a ela no máximo seis meses de vida, mas, surpreendentemente, Isabel conseguiu viver até os 19 anos, desafiando as expectativas médicas e enfrentando a doença com coragem.
O que é o Linfoma de Hodgkin?
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o linfoma de Hodgkin se origina no sistema linfático e afeta os linfócitos, que são células de defesa do corpo. Neste tipo de câncer, as células linfóides se tornam malignas e podem formar tumores, frequentemente começando nos gânglios linfáticos do pescoço.
Diferenças entre Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não-Hodgkin
É importante diferenciar o linfoma de Hodgkin do linfoma não-Hodgkin, que é um grupo mais amplo de cânceres que também têm origem no sistema linfático. Enquanto o linfoma de Hodgkin tende a se espalhar de maneira mais organizada e é considerado mais tratável, o linfoma não-Hodgkin pode se espalhar de maneira desordenada e geralmente é diagnosticado em estágios mais avançados.
A nomenclatura deste tipo de câncer é uma homenagem ao patologista Thomas Hodgkin, que, no século XIX, descreveu as características específicas dos linfomas Hodgkin. Todos os outros tipos de linfoma que não se enquadram em suas descrições passaram a ser chamados de linfomas não-Hodgkin.
Fatores e Chances de Cura
O hematologista Guilherme Perini explica que as taxas de sobrevivência para o linfoma de Hodgkin são bastante encorajadoras. Estima-se que cerca de 90% dos pacientes estejam vivos 10, 15 ou até 20 anos após o diagnóstico, dependendo do subtipo da doença. Os linfomas de células B são os mais comuns, enquanto os de células T são menos frequentes e os linfomas de células NK (natural killer) são relacionados a células que combatem tumores.
Com a evolução dos tratamentos, essa condição é vista como uma das mais tratáveis, especialmente em comparação com outros tipos de câncer. O Instituto Nacional de Câncer prevê que, entre 2023 e 2025, mais de 12 mil casos de linfoma de Hodgkin sejam diagnosticados no Brasil.
Tratamento do Linfoma de Hodgkin
O tratamento para o linfoma de Hodgkin pode incluir diversas abordagens, como quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. A imunoterapia é uma opção que está disponível tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada. Além disso, o uso de células T modificadas geneticamente é uma terapia promissora, especialmente em casos de recaída ou resistência ao tratamento convencional, embora ainda não esteja disponível na rede pública.
O tratamento é adaptado de acordo com o estágio da doença e o subtipo do linfoma, sendo fundamental que os pacientes discutam suas opções com uma equipe médica especializada. O acompanhamento contínuo e as avaliações regulares são essenciais para o sucesso do tratamento e para a detecção precoce de possíveis recidivas.
Considerações Finais
O caso de Isabel Veloso destaca a importância da conscientização sobre o linfoma de Hodgkin e a necessidade de um diagnóstico precoce e tratamento adequado. Embora a jornada contra o câncer seja desafiadora, as taxas de sobrevivência e as opções de tratamento disponíveis oferecem esperança a muitos pacientes. Informar-se e buscar apoio são passos fundamentais para enfrentar essa doença e continuar lutando por melhores resultados.
Observação Importante: As informações aqui apresentadas não substituem a avaliação ou o acompanhamento profissional. Sempre consulte um médico ou especialista em saúde para orientações personalizadas.


