Os 4 Maiores Mitos sobre Queijo desvendados

Placa de queijos variados disposta em uma mesa, com alguns queijos curados, frescos e acompanhamentos como frutas e nozes, representando a diversidade e versatilidade do queijo.

Desmistificando o Queijo: Mitos Comuns e Realidades

O queijo é um alimento que provoca reações intensas em muitas pessoas, especialmente aquelas que buscam uma dieta saudável. Frases como “queijo é viciante” ou “queijo é muito gorduroso” são frequentemente ouvidas. Esse artigo busca desmistificar quatro mitos comuns sobre o queijo, fornecendo informações baseadas em evidências e opiniões de especialistas na área de nutrição.

O Queijo É Viciado?

Embora a ideia de que o queijo é viciante tenha uma base científica, a realidade é um pouco mais complexa. A proteína presente no queijo, conhecida como caseína, libera casomorfinas, que são compostos semelhantes a opioides durante a digestão. Segundo Kelsey Kunik, RDN, fundadora da Graciously Nourished, a quantidade de peptídeos opioides resultantes do consumo de queijo é insignificante quando comparada a medicamentos. Portanto, embora o queijo possa estimular o sistema de recompensa do cérebro, isso não significa que ele cause dependência.

Brian St. Pierre, MS, RD, CSCS, diretor de nutrição na Precision Nutrition, acrescenta que, embora queijo seja um alimento fácil de se exagerar, isso não é o mesmo que ser viciado. O vício é caracterizado por comportamentos compulsivos e sintomas de abstinência, algo que não se aplica ao consumo de queijo. Kunik observa que muitos de seus clientes que superaram a ideia de que o queijo é um alimento “ruim” conseguiram reduzir suas vontades e a ingestão excessiva.

Queijo É Ruim Para o Coração?

A resposta a esta pergunta depende do tipo e da quantidade de queijo que você consome. De acordo com St. Pierre, a maioria dos queijos é rica em gorduras saturadas, que podem elevar os níveis de LDL (colesterol ruim) no sangue. No entanto, alguns queijos, especialmente os envelhecidos, contêm uma camada chamada membrana do glóbulo de gordura do leite (MFGM), que pode ajudar a mitigar o aumento desses lipídios problemáticos.

Os queijos frescos, como mozzarella e feta, têm mais MFGM, enquanto queijos processados tendem a ter menos, o que reduz seus benefícios. A moderação é a chave; a ingestão de uma a duas porções de queijo por dia é considerada segura e não deve elevar significativamente o risco cardíaco, desde que a dieta como um todo seja equilibrada.

O Queijo Causa Inflamação?

Para a maioria das pessoas, o queijo não é um agente inflamatório, a menos que haja intolerância à lactose ou alergia ao leite. Kunik indica que, embora não se possa afirmar que o queijo deva ser parte de uma dieta anti-inflamatória, pesquisas demonstraram que ele não aumenta os marcadores inflamatórios no corpo. O queijo, especialmente os produtos lácteos fermentados, pode até ser benéfico para a saúde intestinal e, potencialmente, ajudar na redução da inflamação.

St. Pierre conclui que o consumo de laticínios, em geral, é neutro em termos de inflamação, e que queijos envelhecidos podem até ter propriedades anti-inflamatórias, embora mais pesquisas sejam necessárias para entender melhor esses efeitos.

Comer Queijo Causa Pesadelos?

Não, na verdade, isso é um mito. Um estudo realizado em 2015 tentou relacionar o consumo de queijo com tipos de sonhos, mas os resultados foram inconclusivos. W. Christopher Winter, MD, especialista em sono, esclarece que o estudo não encontrou evidências que sustentassem a ideia de que o queijo influencia negativamente os sonhos. Para as pessoas com intolerância à lactose, o desconforto pode levar a um sono agitado, mas isso não é um resultado direto do queijo em si.

Considerações Finais

O queijo é um alimento rico em nutrientes e pode ser parte de uma dieta equilibrada, desde que consumido com moderação e em combinação com outros alimentos saudáveis. É importante desmistificar os mitos que cercam o queijo e entender que ele pode oferecer benefícios à saúde, dependendo do tipo e da quantidade consumida. Em vez de evitar completamente o queijo, considerar a qualidade e a quantidade pode ser uma abordagem mais saudável e equilibrada.


Observação Importante: As informações aqui apresentadas não substituem a avaliação ou o acompanhamento profissional. Sempre consulte um médico ou especialista em saúde para orientações personalizadas.

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