Cardápio Sustentável para o Corpo e o Planeta em Harmonia

Um Cardápio Sustentável para o Corpo e para o Planeta

Adotar um cardápio sustentável não é apenas benéfico para a saúde do nosso corpo, mas também para a saúde do planeta. A busca por uma alimentação que minimize o impacto ambiental tem se tornado cada vez mais relevante, especialmente em face das mudanças climáticas. Um estudo recente da Action Climat Network e da Sociedade Francesa de Nutrição revelou que a redução do consumo de carne pode ser uma estratégia eficaz para alcançar as metas climáticas.

Reduzindo o Consumo de Carne

De acordo com o estudo, reduzir pela metade o consumo atual de carne na França, estabelecendo um limite de 450 gramas por semana, poderia ajudar a atingir os objetivos climáticos do país. Em 2017, as emissões de gases de efeito estufa relacionadas à alimentação na França foram, em média, de 2,1 toneladas de CO2 equivalente por pessoa anualmente. Essa quantidade é significativa e está diretamente relacionada à produção e ao consumo de carne, que geram uma grande quantidade de emissões durante seu processamento e transporte.

Como Adotar uma Dieta Sustentável?

Para desenvolver uma dieta sustentável, a Action Climat Network e a Sociedade Francesa de Nutrição realizaram um trabalho de modelagem em parceria com a consultoria MS Nutrition. O estudo concluiu que é viável reduzir o consumo de carne em 50% sem comprometer a adequação nutricional, evitando a necessidade de produtos enriquecidos ou suplementos alimentares. Essa redução pode resultar em uma diminuição do impacto de carbono da alimentação entre -20% e -50%, dependendo das alterações alimentares realizadas.

Recomendações Alimentares

Para alcançar os objetivos climáticos da França, a nutricionista Nicole Darmon sugere que o consumo de carne, peixe ou ovos ocorra em apenas uma refeição diária. As recomendações para um cardápio semanal incluem:

  • Segunda-feira: carne vermelha (boi, porco, cordeiro)
  • Terça-feira: ovos (mexidos, cozidos, em uma quiche)
  • Quarta-feira: peixe magro (pescada, bacalhau, linguado)
  • Quinta-feira: carne branca (frango, pato, peru)
  • Sexta-feira: ovos (mexidos, cozidos, em uma torta)
  • Sábado: peixe gorduroso (salmão, sardinha, truta)
  • Domingo: embutidos (presunto, carne seca)

Alimentação Sem Carne

Para as refeições em que não se consome carne, peixe ou ovos, é possível incluir laticínios. Pratos como gratinados, sopas, paellas e saladas são ótimas opções. Além disso, é fundamental aumentar o consumo de leguminosas diariamente, como lentilhas e grão-de-bico, que são fontes ricas de proteínas e nutrientes.

Aumentando o Consumo de Frutas e Legumes

O Programa Nacional de Nutrição e Saúde recomenda que cada pessoa consuma cinco porções de frutas ou legumes por dia, totalizando entre 400 a 500 gramas. Isso pode incluir, por exemplo, um tomate de tamanho médio, um punhado de rabanetes, uma tigela de sopa ou uma maçã. Incorporar uma variedade de frutas e verduras na dieta é essencial para uma alimentação equilibrada e saudável.

Benefícios das Frutas Oleaginosas e Cereais

As frutas oleaginosas, como nozes, avelãs e amêndoas, são consideradas bombas nutricionais. Elas fornecem ácidos graxos ômega-3, magnésio e potássio, sendo recomendadas para serem consumidas diariamente. A inclusão desses alimentos em tortas salgadas ou sopas pode enriquecer ainda mais a dieta. Além disso, os produtos cereais são importantes, devendo-se dar preferência a grãos integrais, como arroz e massas integrais.

Conclusão

O objetivo do estudo foi encontrar exemplos de dietas que equilibrassem a aceitação cultural e a redução dos impactos ambientais, sem comprometer a adequação nutricional. Além dos benefícios para a saúde e o meio ambiente, as dietas sustentáveis podem também levar a uma diminuição de até 10% no orçamento alimentar dos franceses. A adoção de um cardápio sustentável é, portanto, uma escolha inteligente tanto para a saúde individual quanto para a saúde do planeta.


Observação Importante: As informações aqui apresentadas não substituem a avaliação ou o acompanhamento profissional. Sempre consulte um médico ou especialista em saúde para orientações personalizadas.

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